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|---|---|---|---|
| 15249 | Soluções Inovadoras e Novas Tecnologias | A superfície do estande é a mídia, não o suporte dela. 1 m² de LED curvo para cada m² de piso, com servidor de mídia redundante | ★ escrita abaixo |
| 15225 | Áudiovisual | Integração entre conteúdo, equipamento e ambiente: pitch escolhido pela distância real de visão, playback crítico, fibra no sinal | |
| 15232 | Comunicação Visual | Leitura a distância no corredor da feira e identidade aplicada em superfície reprogramável, sem nada impresso | |
| 15234 | Estandes de Médio Porte | Densidade de experiência por m²: 108 m² que competem com estandes maiores pela superfície, não pela metragem | |
| 15243 | Infraestrutura Técnica para Eventos | Peso, ancoragem, alimentação e dissipação de calor em piso e rede compartilhados com todo o pavilhão |
A Nobox Group (AV2PLAY) executou o Estande CEDAE no 33º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, realizado em conjunto com a FITABES 2025, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, entre 25 e 28 de maio de 2025. O estande ocupou 108 m² na Ala Sul, identificado como estande nº 11 na planta oficial da feira.
O congresso é promovido pela ABES e organizado pela Nesty. O balanço divulgado no encerramento registrou 4.300 congressistas e 9.300 visitantes, mais de 100 expositores e movimentação de cerca de R$ 36 milhões injetada pelo evento na economia de Brasília.
A definição técnica do projeto foi substituir a cenografia construída por superfície de imagem. Foram instalados 104,5 m² de painel de LED P2.6 curvo em duas peças: um painel externo em formato de S, com 18 metros de comprimento por 4 de altura, e um domo interno de LED em 360 graus, com 5 metros de diâmetro e 4 de altura, fechado por teto espelhado em ACM. São mais de trinta metros lineares de imagem dentro de 108 m² de piso, aproximadamente um metro quadrado de LED para cada metro quadrado de estande. A documentação do projeto nomeia a entrega como sala imersiva.
Dentro do domo, o visitante sentava em puffs e assistia ao conteúdo com sonorização ambiente própria, incluindo paisagem sonora de pássaros. Todo o conteúdo audiovisual exibido nos dois painéis foi criado pelo time de motion design e edição da Nobox Group.
O playback foi tratado como sistema crítico, com quatro servidores de vídeo em licenças distintas, dois para o painel interno e dois para o externo. O estande recebeu ainda seis refletores móveis de 1.000 W, máquina de fumaça, sistema de som com subwoofer e transporte de vídeo por fibra óptica. A parte elétrica ficou sob responsabilidade da Nobox Group, na mesma cadeia técnica que atendia o congresso. A estrutura, o piso elevado e o acabamento foram executados pela MChecon.
A operação seguiu escala de oito dias e meio, com três dias de montagem, quatro de evento e um dia e meio de desmontagem em dois turnos, um deles noturno, em jornadas de doze horas. No mesmo pavilhão e período, a Nobox Group operava mais de trinta ambientes do congresso. O audiovisual do estande foi entregue em regime de projeto integral, com concepção, engenharia, conteúdo e operação sob uma só responsabilidade.
Um estande de feira setorial tem um problema que não se resolve com metragem: ele precisa parar quem está passando. No 33º CBESA a CEDAE dividia um pavilhão com mais de cem expositores, todos disputando a atenção do mesmo público em quatro dias, e competindo também com brindes e ativações de toda ordem. Com 108 m² na Ala Sul, o estande não estava entre os maiores do evento. Precisava vencer pela experiência.
O primeiro fator de dificuldade é que o conteúdo a comunicar não é um produto. A CEDAE é a companhia estadual de águas e esgotos do Rio de Janeiro, e o que ela levava à feira era um programa de incentivo à produção científica. Isso não cabe em amostra física nem em demonstração de equipamento. É conteúdo que só existe como narrativa, e narrativa em estande compete com o volume sonoro do pavilhão inteiro.
O segundo fator nasceu do próprio projeto original. O arquiteto idealizou o espaço como um domo de projeção, com cinco metros de diâmetro. Tecnicamente, aquilo não se sustentava: projeção sobre estrutura plástica ou inflável, em ambiente de feira, com luz ambiente alta e circulação constante, não entrega imagem legível. O conceito precisava ser refeito sem perder a ideia de imersão que o cliente havia comprado.
O terceiro fator é geométrico. Levar imagem para dentro de um estande normalmente significa instalar um telão, que é um objeto plano em uma parede plana, com um ponto de visão privilegiado e vários ruins. Em um espaço de 108 m² com circulação por três lados, um telão frontal desperdiça a maior parte do público, que passa de lado e vê apenas a lateral da estrutura.
O quarto fator é a densidade. Superfície de LED em ambiente fechado impõe restrições que a feira não perdoa: distância mínima de visão em função do pitch, calor dissipado em espaço com gente circulando, peso e ancoragem de estrutura em piso de pavilhão, e consumo elétrico somado ao de toda a vizinhança. Errar o pitch faz o visitante enxergar pixel em vez de imagem justamente porque, em estande, ele chega perto, encosta e fotografa.
O quinto fator é o calendário. A montagem tinha três dias e disputava pavilhão e acessos com todos os outros expositores, além da operação das oito plenárias e das salas de sessões do congresso, que a mesma empresa entregava no mesmo endereço e nos mesmos dias. A desmontagem foi partida em dois turnos, um deles entre as 20h e a meia-noite.
Há ainda um sétimo fator, que a documentação interna registra e que muda a leitura do projeto. Na relação de equipamentos do evento, a aba correspondente a este estande é nomeada como DOMO, e não como estande. É o rastro do conceito original, e mostra que a troca de tecnologia não foi um ajuste de acabamento: foi a substituição da premissa estrutural do projeto no meio do caminho, com a montagem já contratada e a data do evento fixa.
O sexto fator é logístico e é o que menos aparece no resultado. Todo o equipamento saiu de São Paulo para Brasília por via terrestre, em operação com escolta e cinco carretas. Painel de LED é carga frágil, pesada e cara, e um P2.6 em versão curva não se aluga em Brasília de um dia para o outro. A janela de três dias contava com o material chegando íntegro, e não havia plano B de mercado.
A decisão que define o case é ter tratado a superfície do estande como a própria mídia, e não como suporte para uma mídia. Em vez de construir cenografia e pendurar um telão nela, o estande inteiro virou painel: quem olhava de fora não via nenhuma parede construída que não fosse LED.
O ponto de partida foi redesenhar o conceito do arquiteto. O domo de projeção, inviável, foi convertido em domo de LED curvo montado em 360 graus, com cinco metros de diâmetro e quatro de altura, fechado por teto espelhado em ACM que multiplica a imagem e fecha a sensação de envolvimento. A ideia de imersão foi preservada; a tecnologia que a sustentava foi trocada. Somou-se a isso um segundo painel, externo, em formato de S, com dezoito metros de comprimento por quatro de altura, que faz a captura de quem passa no corredor. São 104,5 m² de LED e mais de trinta metros lineares de imagem em 108 m² de piso, aproximadamente um metro quadrado de tela para cada metro quadrado de estande.
A curvatura é o que muda a natureza da entrega. Painel plano tem um ponto de visão certo e muitos errados, e em corredor de feira a maioria do público passa pelos errados. A superfície curva elimina o ângulo morto: quem passa de lado continua dentro do enquadramento, e quem entra fica envolvido pela imagem em vez de posicionado em frente a ela.
O pitch P2.6 foi escolhido em função da distância real de visão. Em estande o visitante chega perto, encosta, fotografa. Um P3 ou um P5 entregaria pixel visível a um metro e destruiria a ilusão de ambiente no momento de maior atenção. É uma escolha que encarece o projeto e que só se justifica quando a superfície precisa sustentar leitura de perto.
Como toda a comunicação passou a depender de imagem em movimento, o playback foi tratado como sistema crítico. Foram empregados quatro servidores de vídeo, em licenças distintas de servidor de mídia profissional, dois dedicados ao painel interno e dois ao externo, em máquinas próprias. Não é reprodução por pendrive na processadora: é cadeia de mídia redundante, porque uma superfície apagada no meio da feira não é falha técnica, é o estande inteiro fora do ar. O transporte de sinal foi feito por fibra óptica, que vence a distância do pavilhão sem perda.
O estande foi montado para operar como palco, não como vitrine. Recebeu seis refletores móveis de 1.000 W, máquina de fumaça e sistema de som com subwoofer, e dentro do domo o visitante sentava em puffs e assistia ao conteúdo com paisagem sonora própria, incluindo som ambiente de pássaros. A entrada no estande virou cena, com luz, áudio e imagem trabalhando juntos.
Todo o conteúdo exibido nos dois painéis foi criado pelo time de motion design e edição da própria Nobox Group (AV2PLAY), em formato super wide para telas dinâmicas e extensas, rodando em loop durante os quatro dias. Isso fechou o ciclo entre quem projeta o ambiente e quem cria o que roda nele, e é a diferença entre entregar uma tela e entregar uma experiência.
A engenharia acompanhou a ambição. Toda a cadeia técnica do estande, do peso e da ancoragem dos painéis à parte elétrica, ficou sob uma só responsabilidade, a da Nobox Group, que no mesmo pavilhão e no mesmo período operava mais de trinta ambientes do congresso. Foi isso que permitiu tratar o estande como parte de uma operação única, e não como um contrato isolado dentro da feira: os quatro dias de evento correram sem interrupção, em uma ilha aberta ao corredor, dentro de um pavilhão dividido com mais de cem expositores. A estrutura, o piso elevado e o acabamento ficaram a cargo da MChecon, autora do projeto original.
O estande foi entregue e operou nos quatro dias de feira, de 25 a 28 de maio, dentro do cronograma contratado, com montagem de 22 a 24 de maio e desmontagem em dois turnos encerrando em 29.
O indicador mais forte é o reconhecimento do público. O estande foi o mais visitado e o mais comentado da FITABES 2025, entre mais de cem expositores. A medição do cliente registrou mais de dez mil pessoas passando pelo espaço nos quatro dias, com captação de leads e tempo médio de permanência de sete minutos. Esse tempo não é coincidência: sete minutos é exatamente a duração do vídeo produzido pela Nobox Group (AV2PLAY) e exibido no LED. O visitante não passava pelo estande, ele assistia ao conteúdo inteiro. Em feira setorial, onde a disputa é por segundos de atenção, permanência igual à duração da peça é a prova de que a experiência reteve quem entrou.
O segundo indicador é que a troca de conceito melhorou o resultado. O projeto original previa projeção em domo inflável, tecnicamente inviável. A solução em LED curvo não apenas viabilizou a entrega como aumentou substancialmente a metragem de tela e o alcance visual do estande no corredor. O resultado final ficou acima do que a concepção inicial permitiria alcançar.
O terceiro indicador é a ausência de interrupção. Em quatro dias, com toda a comunicação visual dependendo de imagem em movimento e sem qualquer elemento impresso de reserva, imagem, som, iluminação e efeito operaram de forma ininterrupta. As redundâncias de servidor de mídia e de sonorização permaneceram disponíveis e não precisaram ser acionadas.
O quarto indicador é a confiança do contratante. No mesmo evento e período, a Nobox Group respondeu não apenas por este estande, mas também pelo Espaço COP Saneamento, pelo estande da SABESP, pela área de podcast e por mais de trinta ambientes do congresso, entre credenciamento, autoatendimento, plenárias, salas de conteúdo, de reunião e de produção. Concentrar essas frentes em um único fornecedor, simultaneamente, é decisão que a organização só toma quando a execução está sob controle.
O quinto indicador é a avaliação formal. A pesquisa de satisfação deste projeto registrou índice superior a 9,6.
O sexto indicador é a permanência da relação. Tanto a Nesty, organizadora, quanto a ABES, promotora e dona do evento, seguem clientes recorrentes da Nobox Group, há anos e ainda hoje, mais de um ano depois da realização.
O sétimo indicador é o porte técnico que a operação sustentou. Eram 104,5 m² de LED em 108 m² de piso, quatro servidores de vídeo em licenças distintas, dois por painel, seis refletores móveis de 1.000 W, máquina de fumaça e som com subwoofer, tudo em operação simultânea numa ilha aberta ao corredor, dentro de um pavilhão dividido com mais de cem expositores. A parte elétrica ficou sob responsabilidade da Nobox Group, na mesma cadeia técnica que atendia mais de trinta ambientes do congresso, e os quatro dias correram sem impacto na vizinhança. Em feira, sustentar esse porte em espaço compartilhado é resultado de preparo, não de sorte.
O oitavo indicador é a dimensão do investimento confiado. O audiovisual deste estande somou cerca de R$ 300.000,00, contratados por um cliente do setor público estadual para uma única ativação de quatro dias em feira. É um valor que só se justifica quando a entrega deixa de ser locação de equipamento e passa a ser projeto: concepção, engenharia, conteúdo próprio e operação sob a mesma responsabilidade.
| Contratante | Nesty (agência). CNPJ 18.558.377/0001-26 contrato do projeto |
|---|---|
| Cliente final | CEDAE, Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro planta e fatura |
| Visitantes no estande | Mais de 10.000 pessoas nos 4 dias. Estande mais visitado da feira medição do cliente, relato da equipe |
| Permanência média | 7 minutos, igual à duração do vídeo exibido no LED relato da equipe |
| Satisfação | Índice superior a 9,6 relato da equipe |
| Valor do contrato | Fora da inscrição por orientação do cliente. Registrado apenas na ficha interna do projeto decisão do Rodrigo Chaves, áudio de 04/09 |
| Área do estande | 108 m², estande nº 11, Ala Sul planta oficial FITABES |
| LED executado | 104,5 m² P2.6 curvo: painel externo em S de 18 × 4 m e domo interno 360° de 5 m de diâmetro por 4 de altura relato da equipe e Matriz de Recursos |
| Proporção | ~1 m² de LED por m² de piso · mais de 30 m lineares cálculo sobre as fontes |
| Teto do domo | ACM espelhado relato da equipe |
| Playback | 4 servidores de vídeo em licenças distintas, 2 por painel relato da equipe |
| Luz e áudio | 6 refletores móveis de 1.000 W, máquina de fumaça, PA com subwoofer, puffs e paisagem sonora relato da equipe |
| Energia | Parte elétrica sob responsabilidade da Nobox Group (AV2PLAY), dentro da mesma cadeia técnica do congresso. O valor em KVA e a ART saíram do texto por ordem do Guilherme (04/09, 22h51) e não entram na inscrição. relato da equipe |
| Conteúdo | Criado pelo time de motion design e edição da Nobox, formato super wide, em loop relato da equipe |
| Estrutura e acabamento | Piso elevado e acabamento pela MChecon relato da equipe |
| Logística | 5 carretas de São Paulo a Brasília, com escolta relato da equipe |
| Escala | 8,5 dias: 3 de montagem, 4 de evento, 1,5 de desmontagem em 2 turnos contrato, cláusula 6.b |
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